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[Estudo de Caso] Vendas supermercado online durante COVID-19

Loja BP Bioshop e Mercado São Lucas

Com o início das restrições de circulação devido a pandemia de COVID-19, duas empresas da cidade de Garibaldi/RS se uniram para desenvolver um projeto de supermercado online emergencial, visto que na cidade de pouco mais de 30 mil habitantes não existia nenhuma operação desse tipo.

Uma das empresas já possuía uma plataforma de vendas online montada e em pleno funcionamento e a outra empresa era o supermercado, sem nenhuma cultura desenvolvida em e-commerce.

ETAPA 1 – ADEQUAÇÃO DA PLATAFORMA

A plataforma de e-commerce utilizada pela loja era da Moovin, uma ferramenta que permite muitas adaptações e personalizações conforme o estilo de vendas da loja.

O gateway de pagamento utilizado na ação foi o da Pagar.me

As principais alterações para começar a realizar vendas de produtos do supermercado foram as seguintes:

  • Formas de Pagamento: o boleto bancário foi desativado e as condições de pagamento via cartões de crédito adequadas para o novo cenário.
  • Formas de Envio: adequação de uma tabela de fretes para todos produtos do supermercado, seguindo os valores estipulados e com frete grátis para compras maiores.
  • Limite de Compras: foi configurado um limite de 5 unidades de cada produto
  • Comunicação: uma página explicativa foi criada para que os clientes pudessem entender o processo
  • Categorias: criação de novas categorias para melhorar a navegação
  • Marcas: foi definida uma marca padrão com o nome do Supermercado para facilitar as alterações em massa dentro da plataforma e também a navegação na loja.

estudo caso supermercado online

Ação sem fins lucrativos utilizou todo o poder do e-commerce para ajudar a comunidade.


ETAPA 2 – CADASTRO DOS PRODUTOS

O cadastro de produtos foi realizado por 3 pessoas e de forma manual dentro da plataforma, foram utilizadas informações básicas dos 200 itens mais vendidos do supermercado nos últimos meses.

Por se tratar de uma ação emergencial, o cadastro dos produtos não estava totalmente completo, mas procuramos manter um padrão em todos os títulos para que o processo de separação fosse o mais otimizado possível.

Depois do início das vendas, mais produtos foram cadastrados baseado na procura e sugestão dos clientes. Foram analisados relatórios de navegação no Google Analytics e também relatórios nativos da plataforma Moovin.

O cadastro dos 150 principais itens levou 2 dias para ser concluído. Os preços foram fornecidos pelo mercado e eram exatamente iguais aos que estavam na gôndola.

O estoque foi controlado de maneira manual direto na plataforma, isso porque não havia tempo hábil para uma integração com o sistema que gerencia o estoque do mercado. Todos os dias era gerado um relatório de estoque na plataforma em formato CSV, ele era analisado pela equipe do mercado e retornado para atualização na plataforma.

ETAPA 3 – IDENTIDADE E COMUNICAÇÃO

Por se tratar de uma ação voluntária, sem fins lucrativos, as empresas não investiram em anúncios pagos e partiram para uma estratégia de divulgação realizando parcerias com entidades, imprensa e outras empresas da cidade.

A criação da identidade da ação também foi colaborativa e seguiu a mesma linha de pensamento.

A comunicação na loja online foi desenvolvida internamente, foram criados banners para a página inicial tanto na versão Desktop quanto na versão Mobile.

Os principais canais de divulgação da ação foram as mídias sociais e todas artes relacionadas também foram desenvolvidas internamente. As redes sociais mais utilizadas foram o WhatsApp, Instagram e Facebook.

ETAPA 4 – VENDAS

O início das vendas aconteceu em um domingo a noite, um material inicial foi preparado e enviado para grupos de WhatsApp de conhecidos da cidade.

Mensagem enviada no WhatsApp para dar início a ação de vendas do Mercado São Lucas na loja BP Bioshop

No primeiro dia de vendas foram processados 18 pedidos e o site recebeu mais de 500 visitantes a mais do que a média, todos esses visitantes interessados em fazer compras online do supermercado.

Um problema surgiu logo no início das vendas, a análise de risco da Pagar.me não estava aprovando diversos pedidos e isso teve que ser feito de forma manual durante dois dias. O motivo informado foi que o perfil das compras mudou repentinamente e o antifraude não soube entender a mudança. Depois de abrir um chamado junto a Pagar.me, o problema foi resolvido.

O processo de separação, faturamento e entrega foi desenvolvido junto ao mercado e feito por duas pessoas. Os produtos eram separados no próprio mercado utilizando uma folha de vendas gerada na plataforma Moovin.

No momento de passar a mercadoria pelo caixa, uma conferência de preços e quantidades era realizada para que o valor final do pedido ficasse condizente com o valor pago online, evitando erros ou falta de mercadoria.

Colocamos um aviso no site dizendo que poderia haver troca de algum produto caso o estoque acabasse, porém não tivemos problemas nesse sentido. Mesmo o estoque sendo controlado manualmente, conseguimos evitar esse tipo de situação.


Ações pontuais de divulgação

A ação durou 3 semanas, sendo que no início a cidade realmente estava tomando medidas drásticas de controle de circulação.

A medida que o tempo passava, as pessoas começaram a relaxar e deixar o isolamento, isso fez com que as vendas online diminuíssem e o movimento no mercado aumentasse. Isso não era algo bom pois o mercado não conseguia suprir a demanda devido a quantidade reduzida de funcionários e também por questões de segurança. Dessa forma, foram criadas algumas ações com preço diferenciado para as compras online, uma delas foi uma promoção de picanha que teve bom resultado:

Esse estudo de caso ainda está em desenvolvimento, volte dentro de alguns dias para ver mais informações super interessantes!

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